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Palestra da Fenae reforça a importância do enfrentamento à violência contra as mulheres

Troca de experiências e informação marcaram a tarde desta quarta-feira (26/8), em um encontro promovido pela Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae) para discutir a importância da Lei Maria da Penha na proteção das mulheres e no enfrentamento à violência. Convidada pela entidade, a diretora da Casa da Mulher Brasileira do Maranhão, Susan Lucena, compartilhou sua experiência com os coordenadores estaduais da ONG Moradia e Cidadania, os presidentes das Apcefs e diversos parceiros dos projetos sociais desenvolvidos nos estados.

A oficina "Experiências que Transformam com Elas” integra as ações de encerramento do “Agosto Lilás”, que é a campanha nacional de conscientização para prevenir e combater a violência doméstica e familiar contra a mulher. Neste sentido, o encontro busca ampliar o conhecimento sobre direitos, proteção e caminhos de apoio às mulheres.

Ao abrir a oficina, a diretora de Impacto Social da Fenae, Giselle Menezes, destacou a importância da informação e do diálogo no enfrentamento da violência contra as mulheres. Para ela, o acesso à informação está diretamente relacionado à autonomia e à capacidade de reconhecer situações de violência e buscar ajuda. 

“O enfrentamento da violência contra as mulheres é responsabilidade de toda a sociedade, e a informação tem um papel fundamental nesse processo. Ela ajuda a conhecer direitos, reconhecer situações de violência, identificar caminhos de proteção e saber onde buscar ajuda. A autonomia das mulheres passa também pelo acesso à informação e pela garantia de seus direitos”, reforçou a diretora. 

Por sua vez, o presidente nacional da ONG Moradia e Cidadania, Laurêncio Körbes ressaltou a importância de iniciativas que promovam informação e reflexão sobre a violência contra as mulheres. Körbes destacou que o problema está presente, em sua maioria, nos espaços que deveriam representar segurança e tranquilidade, como nos lares das vítimas. Para ele, ampliar o conhecimento e buscar caminhos para enfrentar a violência são passos necessários para construir relações mais saudáveis e uma sociedade mais segura para as mulheres. “Sabemos que grande parte da violência contra as mulheres acontece dentro do próprio lar, onde deveria existir tranquilidade e paz. Precisamos ampliar o conhecimento e buscar soluções para melhorar a convivência em nossa sociedade e combater a violência contra as mulheres”, declarou Körbes. 

Os 20 anos da Lei Maria da Penha, completados em agosto, também reforçam a importância de ampliar os espaços de diálogo, escuta e acolhimento sobre a violência contra as mulheres. Para a diretora da Fenae. Lourdes Barboza, esses espaços são fundamentais para fortalecer a conscientização e incentivar a sociedade a enfrentar um problema que ainda exige mudanças profundas. A dirigente destaca que a transformação não acontece de forma imediata e depende de mobilização permanente, tanto em iniciativas presenciais quanto nas ações desenvolvidas. “A mudança não acontece de uma hora para outra. Por isso, espaços de diálogo, escuta, troca de experiências, incentivo e acolhimento precisam ser cultivados cada vez mais. É um grande desafio, mas estamos todos de mãos dadas para provocar essa transformação”, disse Lourdes.

ASSISTA À PALESTRA COMPLETA AQUI! 

Durante a palestra, a diretora da Casa da Mulher Brasileira do Maranhão, Susan Lucena, apresentou um panorama da evolução da legislação brasileira de proteção às mulheres e mostrou como a Lei Maria da Penha contribuiu para transformar a forma como a violência doméstica é reconhecida e enfrentada pelo poder público.

Ela lembrou que, durante muito tempo, agressões cometidas dentro de casa eram tratadas como problemas particulares do casal e que as mulheres encontravam dificuldades para denunciar e obter proteção efetiva. Segundo Susan, a legislação avançou, especialmente com o fortalecimento das medidas protetivas de urgência, mas a prevenção da violência exige também informação, educação, diálogo e uma rede de apoio capaz de acolher e acompanhar as vítimas.

“A violência contra as mulheres não pode ser tratada como um problema privado. A legislação avançou e hoje temos mecanismos importantes de proteção, mas a medida protetiva não é um papel mágico: é preciso que a mulher acione os mecanismos de proteção e que a sociedade esteja atenta aos sinais. A violência psicológica, muitas vezes, aparece antes da agressão física, por meio do controle, do isolamento e da diminuição da mulher. Por isso, informação, diálogo, educação e uma rede de apoio são fundamentais para romper esse ciclo”, explicou a palestrante. 

Segundo ela, a punição é importante, mas não vai resolver o problema sozinha. A educação, o diálogo e conscientização são fundamentais para a mudança do cenário de violência contra as mulheres. “Precisamos levar essa conversa para dentro de casa, fortalecer relações baseadas no respeito e ensinar nossos filhos a reconhecer e não reproduzir comportamentos violentos. O exemplo arrasta, e cada pessoa precisa fazer a sua parte no enfrentamento à violência contra as mulheres”, explicou.

Fenae com Elas 

Para o presidente da Fenae, Sergio Takemoto, desenvolver ações que ajudem a quebrar o ciclo de violência é uma prioridade para a entidade. Nesse sentido, desde a criação da campanha “Fenae com Elas”, as instituições responsáveis pelo Movimento Solidário trabalham para apoiar as mulheres na ruptura do ciclo de violência, ao mesmo tempo em que ampliam a visibilidade e a importância de debater o tema na sociedade.

“Precisamos dar respostas urgentes e necessárias para preservar a vida de meninas e mulheres que sofrem com a violência, que, na minha visão, chega a ser um verdadeiro câncer da sociedade. Combater esse mal deve ser uma responsabilidade de todos”, declarou Takemoto.

Futuro Brilhar

Para fortalecer a campanha e ampliar o engajamento de empregados da Caixa, aposentados, pensionistas e da sociedade civil em geral, acesse o site Futuro Brilhar (www.fenae.org.br/futurobrilhar). Na plataforma, os doadores encontram informações sobre a campanha, os projetos em andamento e notícias relacionadas.

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